sábado, 13 de novembro de 2010

Epitáfio



Sonhou...
Ao por do sol,
Em noites intensas
Pusilânime de luar!

Luminosamente estendeu-se,
De encantos mil as tuas mãos.
Abriu teus lindos olhos,
Entregou teu coração!

Caiu-se a luz...
Da mais alta janela
E fechou teus olhos
Que cansaram de brilhar!

Cantou...
Cândida e ingenuamente,
A tua última canção!

Imagem:http://anjopratablogspotcom.blogspot.com

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Amanhecer




E quando eu chegar,
No oculto da tua saudade!
Hás de sentir uma brisa mansa
Invadindo teus desejos!

Serei eu, chegando.
Do brando vento que enseja.
Hás de me sentir em teus abraços,
Assim em afago, sentirei teus beijos!

Mesmo do alto, cuida-te de mim,
Alargo-me eu teu cheiro senhorial.
Quando eu chegar... Minha amada,
Hás de sentir beijos em cuidados!

Em cada amanhecer,
De ti, assim será para sempre...
Dentro de nós!

sábado, 26 de dezembro de 2009

Nove de setembro à onze de novembro...



Sempre...
Que setembro chaga,
Todos os anos.

Continuamente será,
Mês das flores, dos amores,
De se renovar...

Sempre...
Que setembro vier,
E um dia, num deles...

Eu não mais estiver,
Haverá flores, amores...
Uma só coisa a renovar...

Seu eu não mais vier...
Num dia de setembro,
Olhe, atenta para o céu...

Num ponto qualquer,
Escolha uma estrela...
Será tempo de RENOVAR!

* Saudades de ti, minha senhora!
Imagem:terradorafael.wordpress.com

sábado, 19 de dezembro de 2009

D'alma!



Por um instante...
Mandei adormecer,
Minha estrela ascendente.

Sirvam-se em taças,
Desse vinhedo fidalgo...
Deglute o último gole do aresto.

Deita-me sonolento em Namah Shiva!
No labirinto dos teus sonhos,
Sirvam Dionísio, Om Shiva...
Oh! “deus da alegria, do prazer”

Tu és abastada em argúcia
Qual tal, tua maneira afrodite de olhar.
Sóis bela... Bem aventurada.

Faça-me, teu “Monte de Sião”
Alimenta do altivo min’alma...
Abranda esse me jeito arredio
Cuida de mim... Com tua luz!

Amaina-me... Afrodite,
Ao sonoro da tua mantra!
"Io! Io! Dendrites!" ...

"Io! Io! Dendrites!" ...
"Io! Io! Dendrites!" ...
"Io! Io!"

Poema: Ralavus
Veja em:
http://recantodasletras.uol.com.br/poesias/1985679
Imagem:andradejorge.zip.netarch2008

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Tua partida



Jaz,
Abruptamente sem medir minha dor,
O predestinado audaz leva-te de mim.
Rudemente sem pressa, sem nenhum pudor!

Agourenta sombra escura fez abrir a terra,
Que até hoje, ainda revolvida assinala.
Tua imagem, que aos meus olhos encerra!

Aponta o volver da tua partida ao fenecer,
Meu olhar cheio de dores e lágrimas, como se...
O morrer explicasse, fosse o simples fato de não viver!

Jazigo-te em meu peito buscando a calma...
Dos meus mais silenciosos cantares
Se for descanso que tu trás pra alma...

E as dores que sinto saudades ao lembrar,
É descanso Oh! Morte... Miserável de mim!
Esse fadário que não posso mais suportar...

Sem ti, não poderei amar, além do teu olhar bonito.
Na campa final, podeis vir bruscamente me arrastar!
Leva-te de mim além dos tempos... Do teu infinito!

Porque já me tirastes, Oh! Morte...
A quem sempre amei em vida por vezes,
Vai para o sepulcro, levar a minha sorte.

Sobeja “Sombra Negra”, nefasta sem igual,
O que eu sempre mais quis, tu roubas de mim.
Faz em festa agora, regozija meu cortejo final!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Saudades...



Sei meus dotes...
As minhas trilhas,
Acompanho nossa canção!

Chamo-te não vens...
Choro, fecho tudo em mim...
Fecho meu coração!

Chamo-te outra vez...
Tens dó... Dó de mim amor,
Preciso do teu zelo!

Do teu olhar,
A carícia do teu modo
Teu modo de ser, de amar!

Não me abandona,
Não seja assim, fica amor,
Perto de mim!

sábado, 14 de novembro de 2009

Teu cheiro...


Teu cheiro,
Suava me vem...

Tu esta aqui amor?
Não te espantas... Fica mais!
Não é hora de ir, conta-me da tua paz...

Se choro... Ah! Não rias de mim,
Assim é pra quem ficou com saudades
Quero-te mesmo assim!

Não me negue teu afeto,
Mesmo de tão distante, sinto-te,
Aqui comigo, tão perto!

Sinto teu perfume,
Suave... por um instante, leve e sereno,
Amo-te! Mesmo assim!

Sei...
Outros dias, tu sempre virá.
Meu choro não te tormenta...
É a dor...