sexta-feira, 26 de dezembro de 2008


PROMISSÃO

Deitou-se sobre o ombro...
Olhou o tempo e fez anoitecer o dia.
Fez compor com uma nota só, seu ato de donzela.
Fê-lo, escrito sob os últimos raios do sol...

Teus olhos sobrepostos de dor,
Fez cair lágrimas, sorriu e não chorou.
Enquanto o mundo parecia gritar ao teu redor,
Solenemente foi a vez que mais silenciou !

Viu-se, que o vulto aparentava ser,
Tão como nunca, um homem quase nu.
Tornou-se então, "escrava dos próprios instintos".
À noite, fechou-se para aquela alma ingênua!

Olhou o tempo e fez anoitecer o dia...
Foi dor... No teu último prazer corporal
Fez cair lágrimas, sorriu e não chorou.
Sucumbiu-se bruscamente ao chão desnudo...

Assistiu aos prazeres daquele que te jurou...
Viu o brilho no olhar sinistro do teu algoz.
Já estendida, desvalida e nua, ainda foi beijada,
Em despedida, nos teus lábios pálidos e frios!

Cumpriu no ímpeto, o que o destino jurou,
Deitou sobre o ombro pérfido, que julgava fiel!
Dos teus olhos, verteram lágrimas,
Sorriu... e não chorou!

(Guerra Sarapião)

terça-feira, 23 de dezembro de 2008




Minha estrada...

Nela, têm altos e baixos que posso ver,
De muito longe o sol surgindo manso...
Que todas as manhãs te desejam, ao alvorecer!

Pra zelar, tem barrancas e espinhos,
Das flores que perfumam com carinho
Já encontrei, ao longo da minha estrada.
Riachos e pontes, outros caminhos.

Na minha estrada... Têm encruzilhadas,
Que vão dar pra outros lugares tão distantes.
Outras idas das minhas, quase iguais.
Que não se pode como dito, desandar!

Nela vai-se rumo ao infinito
Pois nela, pode-se ir além-mar.
Porém, indo por minha estrada,
Você vai, mas não tem como regressar!

Assim como as outras que cruzam,
Têm rios longos e cais, barcos e mar.
Ah! Ela pode anoitecer sem te avisar,
Assim como amanhece em qualquer lugar

Tem lamentos e dores...
Na minha estrada, como outra qualquer,
Tem felicidades e grandes amores...
Uma menina linda, que já virou mulher!

Pena que nela não se pode volver.
Para todas as coisas boas recomeçar
Se me perco, a culpa não é dela,
Sou eu, quem não soube caminhar!

Na minha estrada, vai-se pra muito além,
Vai, como esvoaça o vento em tormentas!
Por longas, medianas e curtas por demais,
Quando se depara em pensamentos, vidas reais...

Pra muito longe se vai!
Assim como amanhece em qualquer lugar
Ela pode anoitecer sem avisar!

Autor: Guerra Sarapião

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008


BILHETE

Se tu me amas,
ama-me baixinho.

Não o grites de cima dos telhados,
deixa em paz os passarinhos.

Deixa em paz a mim!

Se me queres,
enfim,

.....tem de ser bem devagarinho,
.....amada,

.....que a vida é breve,
.....e o amor
.....mais breve ainda.

Mario Quintana

sábado, 20 de dezembro de 2008

Tive em sonhos!



Ah! Se tu negou-me...
Na inconstância da vida,
o que os Deuses mandaram-me por ti.
E a sorte me roubou,
o que antes foi verdade,
hoje resta saudade!

Bem sabes do que digo...
E conservo o ingênuo olhar de outrora
O adeus perdido nas distâncias...
Pois a sorte ainda ontem,
levou-te de mim!

Eu tive, um sonho imorredouro...
Teus sorrisos desvairados,
bailando no meu íntimo.
Minha esperança que não morreu jamais
Dai-me a graça de ter-te,
tão amável assim !

Tu foste prometida...
Foi luz e verdade!
Na minha inocência de moço,
na minha simplicidade.
Guardei-me pra quando pudesse,
num dia de sorte, contigo casar.
Foi dona por inteira,
dos meus afetos sem maldade!

Tive em sonhos,
o teu corpo virginal
Teus sorrisos delirantes,
bailando dentro de mim
Tu foste nubente...
Fez-se de luz e veracidade!
Agora faz parte do meu ser,
minha fascinante metade!


(Guerra Sarapião)

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Descompasso do tempo



Do que valeu a vida,
Aprendido com ela viver...
Se nada ensinou que esse momento
Em nossas vidas, pudesse acontecer.

Sem ti, sou agora como pássaro perdido,
Sem ninho, nem rota pra voltar...
No revolto do espaço e tempo aludido.
Num misto de amor, sem amar!

Se choras num leito em dores,
E perguntas, se o tempo tem razão...
Ou se hoje é apenas mais um dia
Em que posso escrever tua extrema canção!

Trago dentro de mim, o afago dos teus abraços.
Fez-me rasgar mágoas enquanto adormecias por mal...
Escrevi versos pro teu gracioso semblante,
Por quantas vezes, tu abrandou meu insano temporal!

De que valeu a vida, penso eu!
Tudo em nossas vidas pudesse acontecer.
Quando escrevo tua linda canção!
E tu olhas e perguntas pra mim,
Se o tempo de ser, tem razão...

(Guerra Sarapião)

domingo, 23 de novembro de 2008

A dança e a alma...



A DANÇA? Não é movimento,
súbito gesto musical.
É concentração, num momento,
da humana graça natural.

No solo não, no éter pairamos,
nele amaríamos ficar.
A dança – não vento nos ramos:
seiva, força, perene estar.

Um estar entre céu e chão,
novo domínio conquistado,
onde busque nossa paixão
libertar-se por todo lado...

Onde a alma possa descrever
suas mais divinas parábolas
sem fugir à forma do ser,
por sobre o mistério das fábulas.

(Carlos Drummond)
Foto: "Dueto" de A. Brito

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

O tempo


Ontem fui além de mim
Procurava alguém como você
Do tempo prescrito, passado!

Das quatro distintas estações...
Primavera de flores e amores
Tempo de encontrar no peito
Uma razão pra viver, descobri...

Hoje te procurei por todos os lados,
Encontrei-te bem escondida
No fundinho do meu coração.

Se é... Inverno e frio,
Se é... Calor ou verão.
Continue assim, bem quietinha,
Não importarei, não faz mal não!

Amanhã eu voltarei pra te ver...
Quero-te no mesmo lugar!
Faça sol ou chuva...

Faz mal não, se importarei?
Vai ficando aí mesmo...
Você já faz parte do meu coração!

(Guerra Sarapião)

Diferentes amores



Amor... de Maria
Amor... de Manoel
Amor de Tereza Sofia
Feito de José Maria
Amor desenhado no papel

Amor alucinado...
Tão cego que não se viu!
Amor desnudo por um fio...
De todas as formas de viver
Amor escrito, numa folha de jornal.

Amor meu...
Da Ana Maria
Amor diferente na hora “H”
Escrito nas estrelas do céu e do mar,
No firmamento, em qualquer lugar!

No papel de jornal
Amor que não se vê igual
Como água que escoa sem voltar ,
Amor que não se pode conter.
Como pássaro que esvaia do ninho a voar!

Amor que não precisa explicar
Se já nasceu assim, de um simples olhar.
Amor feito, conjugado no tempo amar.
Amor que no papel escrito deixei
E quando um dia, eu fenecer...

Desse amor, você haverá por muito,
De mim por lembrar!

(Guerra Sarapião)

sábado, 15 de novembro de 2008

Se ainda há tempo...



Ainda que o ontem fosse agora.
Ainda que o dia não tivesse,
Para os teus olhos amanhecido!

Ainda que não tivesses,
Na sua vida, a minha vida escolhida,
Ainda que fosse por vezes em sonhos!

Das minhas ilusões, você a escolhida.
Linda mulher, mais amada e desejada.
Entre todos os seres da terra... eu pudesse ser !

O mais privilegiado dos homens,
Para ser dono do amor - dos seus amores,
O mais completo dos sonhos acontecidos!

Ainda que me faltasse tudo...
Faria por completar teus desejosos devaneios,
Teria por vezes, quantas fossem... nascido!

Ah! se tu soubesses... não teria me perdido.
Mas tu sabes bem mais do que eu mesmo sei agora,
Brindaremos com vinhos e sonhos, as nossas vidas.
A nossa história!

(Guerra Sarapião)

sábado, 8 de novembro de 2008

Assim...




Retratos Agua




Percebo que vai dentro de mim,
Quando volto ao passado e vejo,
Uma plácida força infinita de ser.
O quanto é imenso meu desejo...

“...E quando a saudade brota no peito,
Que desse mal, possa me cuidar!
Não tem doutor... remédio bem feito,
Pra lembrança tenra, desgarrar.”

Sou uma história interminável
Vivida de forma exagerada...
Contada, escrita, rasgada e perdida.
Sou o sobejo do seu desejo sem fim!

“Já tomei de todos remédios amargos,
Docinho nem sei mais te contar...
Deu certo pra mim não doutor,
Tenho medo, desse mal me matar”

Sou assim... mais do que isso,
Um compromisso seu e meu.
“Dá um arrocho na fala da gente...
Ah! seu doutor... tem jeito não...”

É a mesma quimera,
Sempre vejo acontecer,
Isso tudo dentro de mim...
Dentro do meu coração!


(Wares)

domingo, 26 de outubro de 2008

Veio-me com ternura



Só você tem o dom de fazer
Calar essa minha voz...
Pra te ouvir falar assim,
E fazer-me... Acreditar!

Se no meu silêncio debelado
Meu olhar te faz entender
Um só amor que pôde haver
Achado, descomedido entre nós!

Por mil razões fui embora
Uma delas, também tenha sido...
Pensando do meu jeito ingênuo
Pra um dia, na certeza te buscar!

Por sua simples desilusão...
N’outra razão, por não me esperar.
Acreditou que pudesse sua vida viver
Pôs-se em despedida, um adeus final!

Aturdido, não pude esperar...
No meu peito procurei explicação
Ainda pela última vez pude ver!
Um coração que alimentava ilusão.

Só você teve esse dom divino...
De me fazer um dia regressar
O que procuro sem justa razão...
Por mil ensejos em ti confiar!

Por vezes debruço em lágrimas...
Passado que não pude olvidar
Que a vida num presente de Deus
Veio-me com ternura... A vida perpetrar!

(autor:Wares)

sábado, 25 de outubro de 2008

Confidências


O que me restou e eu posso ter
Se ainda sou dono do mais digno de ti,
Nas madrugadas de afeição e prazer

No ver dos teus olhos enlevados
Saídos dos teus sedentos lábios de amor
Os confidentes murmúrios mais desejados...

Em que se vão do por do sol ao novo amanhecer.
No encanto de dois corpos desnudo pra valer
Minutos marcados e horas que passam sem perceber!

Sou prado, campo despido sem fim...
Faço-me tão imenso por vezes sem igual
Pra te dar, o que tu queres de mim.

No enlouquecer do nosso puro prazer,
Confidentes sussurros seus, me fazem calar.
Nos minutos... horas que passam sem perceber!

Às vezes imagino que possas me esquecer...
O coração dispara e vejo tudo outras vez...
Dia em que finda até o outro amanhecer.

O que me restou e eu posso ter,
No ver dos teus olhos extasiados
Atração de dois corpos desnudos pra valer!

Sou prado encantado, despido...
Minutos e horas sem perceber!
Pra te dar por fim, o que queres de mim.

Estonteado... falando de amor...
Se ainda, do mais digno de ti, eu posso ter
Finda somente n’outro amanhecer.

Tu e eu,
Na minha canção de prazer !

(Autor:Wares Neggro)

domingo, 19 de outubro de 2008

Ana Júlia




Ah! Ana Júlia,
Procurei... nos diversos cânticos
Outros que pudessem pra ti cantar...
Por mais que eu procurasse,
Sinceramente não pude encontrar!

Uma estrofe ou mesmo um verso,
Que pudessem revelar os seus encantos
De cabelinhos soltos em dourados...
Como cachinhos de uvas, ao ar lançados!

Que por ventura, de um amor...
Foi concebida na pura benignidade...
Que Deus lhe trouxe das poesias
Sorriso amante, afeição abençoada!

Anjinho da noite, das madrugadas,
Encanta muita gente e faz feliz,
Quem pôde a luz da vida, lhe conceber ...
Olhinhos que brilham a cada instante!

Procurei em todos os cantos...
Um poema que pudesse te dizer
Juro-te... meu anjinho doce...
Por mais simples que fosse!

Não consegui encontrar...
E teu anjo da guarda sabe disso...
Por essa razão me recomendou
Que eu mesmo pudesse escrever!

E um dia “santinha...” saberás,
Minha Aninha... Juntando as letrinhas,
Tu com sabedoria podereis entender.
O que teu anjo da guarda, me fez escrever!

Por mais que este escrito seja singelo...
Em todas as cores no arco-íris contidas,
Que você possa uma infinidade imaginar,
Tu és um sonho, que todos desejam sonhar!

(WARES NEGGRO)

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Claquer les pieds




Claquer les pieds
Pleure petite fille, pleure
Dans le chaquer de ma botte
Tinter de ma guitarre

Quand je t'embrasse,
Comme ce s'était un garçon !
Te baiser, pour son âme me caresser

Claquer ma guitarre… maintenant
Je te fais de l'amour pour entière
Pour autre moitié m'étreindre !

Tinter de mon éperon
Pleure fille, pleure guitarre…
Jeune garçon e je me fais, dans tes baisers !

Seulement pour voir tinter de le soner
Dans la corde de ma guitarre…
Il pleure dans ma poitrine maintenant…

Je fais en souriant, douce petite,
Dans les reflexions, l'accolade de la nuit,
Tinter de ma guitarre.

Comme autre, osé et audacienux
Je suis guitariste dans l'équilibre pressé
Dans le claquer des doigts, ma madame !

Je te fais, petite fille pleurer…
De nostalgie, plainte ou enchantement,
Ou claquer de ma guitarre !

« Pleure fille, pleure
Dans le claquer de ma botte
Tinter de ma guitarre »

(Autor: Wares - tradução: Mireily Santos)

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Je chanterai



Je chanterai

Et à la fin de chaque jour…
Je chanterai pour mon âme
Chaque heure qui puisse s'élargir
Qu'elle puisse avec moi réjouir

À mes derniers désirs…
Laissés dans ma face élargie,
Je chanterai pour toi… ma vie.
Je chanterai au corps froid, élance.

Dans mon interruption involontaire
Dont j'ai fait avec moi marcher, rire et pleurer…
La bouche mauvaise, dans le trépidant instant,
Je chanterai tes désirs, qui avant m'ont fait embrasser.

Repenti peut-être… je chanterai pour me réjouir
Ta voix silencieuse, dans silence pour m'écouter,
Comme fin cristalline, précise et immaculée.
Je chanterai comme jamais… au corps froid, élargi.

Morbide sans vie, à mon côté,
Dans un duo, je chanterai avec mon bourreau,
Nous traces écrites de ma chance.
Lu, relu dans la palme de ma main.

Je chanterai… dans mon dernier au revoir !
Je regarderai correctement, avec regret ou dédain
Un corps découvert qui plus ne me servira pas
Je chanterai avec mon âme, tout le silence,
De mon adieu !

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Tua placidez



Quem és tu,
Vindo do meu passado.
Tão forte nos meus instantes.

Quem és tu,
De olhares tão meigo
Como nuvens passageiras.

Quem és tu,
Tomando meus caminhos
De forma lúbrica e jeito sereno.

Quem és tu,
Num chegar plácido e firme
Invadindo meus contidos segredos.

Num chegar plácido e firme
Tomando meus caminhos
De olhares tão meigo
Vindo do meu passado.

Tão forte nos meus instantes.
Como nuvens passageiras.
De forma lúbrica e jeito sereno.
Invadindo meus contidos segredos.

Um anjo do além...
Feito em imagem de homem,
Coração de menino... Puro e audaz.
Murmúrio e ósculo pra me enlevar!

Quem és tu,
Dono dos meus sonhos, fez sonhar!
Que por inteiro tomou conta de mim!
Nos meus segredos, me fiz te contar...

(Autor: Wares)

domingo, 31 de agosto de 2008

Cantarei...



Canto os minutos e as horas
Canto semanas e meses por inteiro,
Canto anos e uma vida completa
As canções que podem te alegrar...

Canto vida, canto morte,
Canto a sorte que Deus me deu...
A felicidade de no meu caminho
Ver-te e poder, de te gostar!

Os encantos e os destinos...
Caminhos, a seguir... e enlevar
Canto mais forte do meu jeito
Que pude de repente, poder cantar!

Canto dias e madrugadas
A minha velhice que quase chegou.
De todos os jeitos, canto sua canção,
À beira da tua estrada, pra te ver passar!

Canto de sorte...
Contido no meu coração... Canto.
Nem que seja a rouca voz,
A nossa última canção!

Canto os minutos e as horas
Canto vida, canto morte,
Os encantos e os destinos...
Canto dias e anoiteceres!

Canto de sorte...
A nossa última seresta!
Com flores rubras e outras cores
À beira do teu caminho, venho pra te dar!

Je chanterai…



Chant les minutes et les heures

Chant semaines et mois par entier,

Chant années et une vie complète

Les chansons qui peuvent te réjouir…

Chant vie, je chante décès,

Chant la chance que Dieu m'a donné…

Le bonheur de dans mon chemin

Te voir et pouvoir, de toi aimer !

Les enchantements et les destinations…

Chemins, à suivre… et enlevar

Chant plus fort de mon habileté

Comment j'ai pu soudain, pouvoir chanter !

Chant jours et aubes

Ma vieillesse qui est presque arrivée.

De tous les habiletés, le chant sa chanson,

Le côté de ta route, la pra te voir passer !

Chant de chance…

Contenu dans mon coeur… Chant.

Ni que c'est la rouca voix,

Notre dernière chanson !

Chant les minutes et les heures

Chant vie, je chante décès,

Les enchantements et les destinations…

Chant jours et tu faire nuit !

Chant de chance…

Notre dernière seresta !

Avec des fleurs rouges et autres couleurs

Au côté de ton chemin, je viens pra tu donner !


(Autor: Wares)


terça-feira, 26 de agosto de 2008

Eu preciso dizer...




Oi, vida!
Passei por tua janela,
De modo, que pudesses me avistar...
Mesmo distante, ainda quisesse te ver!

Passei vida!
Passei pela tua porta,
Que um dia me fizesses entrar...
Mesmo distante, ainda pudesses me olhar!

Oi, vida!
Passei pela tua rua,
Ainda que de longe eu pudesse...
A tua casa de portas e janelas contemplar!

Passei vida!
Por todos os cantos,
Que pudessem me levar...
Para o ninho do teu puro amor!

Oi, vida!
Passei no mais profano pensamento...
Mesmo que fossem, somente meus sentimentos...
Expostos em nossos corpos nus, incandescentes!

Passei vida!
E amamos por pura paixão ardente,
Como uma floresta vasta, úmida e quente...
Se ainda passo vida... nem que seja só pra te ver!

Oi...!
Só hoje que não passei!


(autor: Wares)

sábado, 23 de agosto de 2008

Opus à minha “Bananeiras”



E, antes que eu morra,
Peço a Deus que eu possa voltar
Pra minha terra querida,
Pra minha Gwa yá tiba...
Ainda lá quero morar!

D’antes outros lugares
Dos quais já conheci, não vi senão...
Terra roxa de fartura e bondade.
Cabeceira do aqüífero do Guarani,
Que irriga sul abaixo em benignidade!

Antes que eu morra...
Pra minha terra quero voltar.
As sombras dos laranjais em que cresci...
No rego d’água cristalino que bebi
Lá é minha terra, de verdade!

Minha terra de “Bananeiras”
Antes, “Pouso Alegre” dos caminheiros.
Traços, deixados por muita gente aventureira,
Trilhas e caminhos, dos bravios gentílicos Caiapós
Rasgado no coração dos Goyáses!

Antes que eu morra, quero voltar...
Sentir o vento leste, da minha infância.
Abraçar o que deixei... Meu velho jequitibá!
Saborear da água fria, vinda do seio puro,
Que brota da terra desejada!

Que Deus possa assim me ouvir...
Que eu possa voltar...
Antes mesmo de fenecer!
Beijarei meu chão puro e sagrado,
Na terra, da minha gente tão humilde...

Lá, sou imperante... Sou grande,
Sou meu próprio rei!

(Autor: Wares)

sábado, 16 de agosto de 2008

Meu anjo!

Sou tua amada... amante.
Sou de tanta gente que nem sei,

Sou tua na verdade, novamente!

Sou tua, anjo meu.
Sou de todos os jeitos de ser!

Sou tua sem dimensão.

Sou assim, sem medo de ser.
Embora careça de tanta sorte,

Minha doce ilusão.

Sou tua noite e dia, a todas às horas.
Sou desse modo, diferente!

Caprichosa na maneira de amar.

Sou tua pra valer.
Sou ida, sem horas pra voltar!

Momentos sem perrice.

Sou assim...
Sou tua em todas as verdades.

Sou assim... sem comparação!


(Poema adaptado)

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Simbiosis del tiempo



Tengo miedo sí…
De la razón del campo común más
De la muerte más banal

¡Tengo miedo
De mí lo intento mórbido
De la muerte del sórdida más

Tengo miedo,
Por otras razones inexplicables
Hechos desconocidos e inexorables

Tengo miedo de…
En el momento del amor,
¡Para ser común, como animal simple

Tengo miedo de ser…
Comumente como otro
¡De vivir mi vida, sin razón

Interese que tengo desconfianza de no ser,
Quién usted imagina de hecho, tanto cariño
De ser tan grácil y no encantarle

Tengo con mí todos los miedos…
Cuándo llegar el momento de la salida
¡Para no saber para aceptar según lo encendido

Por otra razón de existir
Tengo miedo del momento pasado.
¡Para caer en la desesperación, como gente normal

De quién cree…
Que todo acaba en un punto ,
¡Pero buscaré al fenecer contentado

Por lo tanto… ¿Quién no tiene miedo
De ser todo éste en la vida,
¡Un punto final

(Poema: Wares Negro - Tradução: Mireily Santos - Ilustração: Tânia Mara


sexta-feira, 25 de julho de 2008

Sinto ciúmes!


Tenho ciúmes de ti
De tudo que te cerca
De tudo que de ti, vive e participa.

Tenho ciúmes de ti
Do passado, presente e futuro
Ciúmes do relógio que pode te despertar

Do travesseiro que podes abraçar
Do livro que gostar de ler
Do futebol que gostas de assistir

Sinto ciúmes, dos ciúmes que outras sentem
No entanto... sei que não és meu, não sou tua
Ninguém é de ninguém...

Mas, continuo sentindo,
O mesmo tolo e incrível ciúme...
E a querer ser só tua
E que tu sejas só meu!

(Poema:Wilma Hart) 1978

Mensagem tua !
















Sonho colorido, de tão real passou a ser.

Onde teus pés na areia macia pisaram,

Tuas mãos pareciam no céu a tocar

Grandioso és tu, mais que imaginas ser.

Tua figura de homem, coração de menino.


Dai-te, Oh! Deus grandioso

Força, bondade e vida extensa,

Que eu possa ter-te por longos tempos

Todo amor que tens pra dar!

O privilégio de todos os dias... te amar!


Na grandeza do mundo que possa,

Teu coração sentir, ver e alcançar.

Dar brandura na hora da dor

Toda calma da vida, nos sonhos teus!

Grandioso és tu, mais que imaginas ser.


Anjos, Arcanjos e Querubins.

Na nobreza dos céus, que possam alcançar.

Estrelas cadentes, como sonhos transeuntes.

Colhidas, conduzidas na palma da mão,

Guardadas num pote adornado de areias finas


Construído com a maior paixão

Derramar-se pelo brilho de bondade,

Dos olhos teus, azuis, verdes ou cor de mel...

Anjo da guarda, que segurando vai... a mão!

Dai-te, Oh! Deus grandioso, mais que imaginas ser!


Tua figura de homem, coração de menino.

Derramar-se-á, pelo brilho de bondade,

O privilégio de todos os dias... te amar!




(Autor: Anônimo)

terça-feira, 15 de julho de 2008

Linda!











Ah! Minha linda...

Existe em mim, dois seres,

Um que perdoa e outro que padecem.


Em certos momentos,

Fico confuso, não sei bem,

Com qual deles devo-me justar.


Diante de tanta dedicação,

Ainda por vezes peco em tê-los,

Não sou tão perfeito como você merece.


Às vezes... Perdoou e padeço,

Outras vezes... Padeço em perdoar.

Um misto, alma sagrada e gente que chora!


Ainda que eu cale...

Peco em imaginar o que não sei,

Julgo perdoar o que não vi... Não sei!


Diante de tanto zelo,

Ainda que eu me debruce em silêncio...

Percebo que posso, ainda mais te magoar!


Por vezes...

Procuro me encontrar!

(autor: Anônimo)


sábado, 12 de julho de 2008

Te vejo assim!


Que de uma noite tão lenta

Calei minha voz, pra ver no teu olhar,

Os valores mais antigos,

Momentos nossos, mais amigos!


Olhei pra ti e pude me ver...

O quanto pareço-me contigo,

Até mesmo nas grandes diferenças

Pude notar... Numa noite dessas em silêncio.


Por quase não acreditar,

Numa dessas noites pude perceber,

O que estava entre mim e teu olhar

Quanta semelhança eu pude ver.


Por quanto tempo, nem sei!

Esperei pra ti falar... desse meu jeito,

Mesmo que fosse por um único momento

Uma vez só... Pra te contar!


Mas essa noite...

Estive pensando em nossas maneiras

Na minha saudade mais querida,

De tão afetuosa, que me fez anjo-menino!


Olhei nos teus olhos e vi...

Foi Deus que me mandou você!

Que n’ uma noite tão branda

Calei minha voz... Só pra ver!


Desse meu jeito!

Só pra contemplar...

Quando você me pede,

No teu silêncio, pra te amar!


(Autor: Anônimo)


terça-feira, 8 de julho de 2008

Fragmentos do poema"Teus pés"

Ah! Teus pés...
Puros, passageiros iluminados.
Descalços e bem moldados
Beijei-te, por mais vezes então!

Pés de ternura e bondade...
Firmes por onde têm passado
Amolgaram no meu imo, na beldade.
Louvados em paixão!

Teus pés, criatura amada...
Minha pura paixão, se te lembro?
Como não! Despidos...
No amor dos meus beijos, desejados!


(Autor: Wares)

Em ti



Se tenho em ti a brandura,
Razão da minha vida, pra viver.
Então, não me abandonas,
Não saberia me encontrar!

Do cingido que tange,
Teu corpo que mima todo meu.
Queima-me em labaredas
Me consome de uma só vez!

Então por que razão
Desconheço seus encantos,
Que envolvem os meus...
Deságuam-se tantos quantos!

Se me procuro ao te dar
Se comumente sou teu brado!
E assim perdura meu ser
Cosme... abarbarado... interminável!

Pasmado e gracioso...
Teimoso de dar dó
Ferido a ferro...
Infinito, delgado!


Somos nós,
Em segredos, absolutos.
Queimando em labaredas...
Teimosos de dar dó!


De tanto amar
De doer!

(Autor: Wares)

Teus filhos amados!



Fez-se de encanto
Teu mais novo amor
Formou-se de pranto
Nos olhos teus


Ainda que palmeasse
Caminhos estranhos
Sorria e esperava com carinho
Os filhos que confiava conceber


Quem tirasse da tua sorte
O direito de ser amável mãe constante
De dar, como progenitora os cuidados teus.


Como se arrancou dos teus seios
Leite puro materno, pra dar carinhos alheios
Tão desejados filhos que se fizeram.


Na fragilidade de quem não pôde
Aos teus próprios filhos, teus choros afagarem
Pois te foram tirados, sem nenhuma clemência!


Antes mesmo, que se tivesse teu direito julgado,
Em teu útero sagrado, teus frutos gerado
Nem respeitaram em ti, tua capacidade de amar


Ao espírito enviado, a ninguém é de direito
De tirar, se vieram pra ensinar muitos caminhos
O que há na vida, caminhos a trilhar.


Dias de receber glórias passadas
Filhos amados, gerados na mais pura inocência
Só Deus sabe, bem mais que nós.


Da tua bondade, nem perdeu, nem sofreu,
Cumpriu apenas, a tua missão.
Do amor materno, a sobra dos outros teus.


Ainda hoje, no teu coração piedoso,
Mesmo que, como estrela cadente,
Farto de amor, podes perceber.


Seguiu na mesma rota,
Todos os dias, anos seguidos,
Voltando pra te amar!

(Autor: Wares)


Landinha...

Canta moça...
Tua Landinha, alma que te guia
Faz nascer no teu desabrochar
Esse teu jeito de viver

Canta tua alma nobre
Transforma tua luz em pura doçura
Do teu modo de cobiçar
Canta do teu jeito de cantar!

Mas ama, alma Landa...
Se alguns dos teus sonhos foram incertos
De quem nunca pode te entender
Na certeza do teu jeito, foi certo

Ainda acalenta amados filhos teus
Alma branda de amabilidade...
Canta com teu gesto de ternura,
Pra sentir tua maneira, tua saudade!

Borbulha às soltas, navega...
Tange teu corpo inerte
Num repente de vida mórbida
Canta moça... alma que conduz...

Coração cuidadoso, por mais valente
Hoje repousa na nossa saudade
Nos traços das cores desenhadas
Delineadas com toda tua habilidade

Deixados...


Gestos de cuidados
Landinha, alma que agora canta,
Engrandece, tudo que se transforma,
Canta agora, no teu jeito de cantar!

(Autor: Wares)