sábado, 12 de julho de 2008

Te vejo assim!


Que de uma noite tão lenta

Calei minha voz, pra ver no teu olhar,

Os valores mais antigos,

Momentos nossos, mais amigos!


Olhei pra ti e pude me ver...

O quanto pareço-me contigo,

Até mesmo nas grandes diferenças

Pude notar... Numa noite dessas em silêncio.


Por quase não acreditar,

Numa dessas noites pude perceber,

O que estava entre mim e teu olhar

Quanta semelhança eu pude ver.


Por quanto tempo, nem sei!

Esperei pra ti falar... desse meu jeito,

Mesmo que fosse por um único momento

Uma vez só... Pra te contar!


Mas essa noite...

Estive pensando em nossas maneiras

Na minha saudade mais querida,

De tão afetuosa, que me fez anjo-menino!


Olhei nos teus olhos e vi...

Foi Deus que me mandou você!

Que n’ uma noite tão branda

Calei minha voz... Só pra ver!


Desse meu jeito!

Só pra contemplar...

Quando você me pede,

No teu silêncio, pra te amar!


(Autor: Anônimo)


terça-feira, 8 de julho de 2008

Fragmentos do poema"Teus pés"

Ah! Teus pés...
Puros, passageiros iluminados.
Descalços e bem moldados
Beijei-te, por mais vezes então!

Pés de ternura e bondade...
Firmes por onde têm passado
Amolgaram no meu imo, na beldade.
Louvados em paixão!

Teus pés, criatura amada...
Minha pura paixão, se te lembro?
Como não! Despidos...
No amor dos meus beijos, desejados!


(Autor: Wares)

Em ti



Se tenho em ti a brandura,
Razão da minha vida, pra viver.
Então, não me abandonas,
Não saberia me encontrar!

Do cingido que tange,
Teu corpo que mima todo meu.
Queima-me em labaredas
Me consome de uma só vez!

Então por que razão
Desconheço seus encantos,
Que envolvem os meus...
Deságuam-se tantos quantos!

Se me procuro ao te dar
Se comumente sou teu brado!
E assim perdura meu ser
Cosme... abarbarado... interminável!

Pasmado e gracioso...
Teimoso de dar dó
Ferido a ferro...
Infinito, delgado!


Somos nós,
Em segredos, absolutos.
Queimando em labaredas...
Teimosos de dar dó!


De tanto amar
De doer!

(Autor: Wares)

Teus filhos amados!



Fez-se de encanto
Teu mais novo amor
Formou-se de pranto
Nos olhos teus


Ainda que palmeasse
Caminhos estranhos
Sorria e esperava com carinho
Os filhos que confiava conceber


Quem tirasse da tua sorte
O direito de ser amável mãe constante
De dar, como progenitora os cuidados teus.


Como se arrancou dos teus seios
Leite puro materno, pra dar carinhos alheios
Tão desejados filhos que se fizeram.


Na fragilidade de quem não pôde
Aos teus próprios filhos, teus choros afagarem
Pois te foram tirados, sem nenhuma clemência!


Antes mesmo, que se tivesse teu direito julgado,
Em teu útero sagrado, teus frutos gerado
Nem respeitaram em ti, tua capacidade de amar


Ao espírito enviado, a ninguém é de direito
De tirar, se vieram pra ensinar muitos caminhos
O que há na vida, caminhos a trilhar.


Dias de receber glórias passadas
Filhos amados, gerados na mais pura inocência
Só Deus sabe, bem mais que nós.


Da tua bondade, nem perdeu, nem sofreu,
Cumpriu apenas, a tua missão.
Do amor materno, a sobra dos outros teus.


Ainda hoje, no teu coração piedoso,
Mesmo que, como estrela cadente,
Farto de amor, podes perceber.


Seguiu na mesma rota,
Todos os dias, anos seguidos,
Voltando pra te amar!

(Autor: Wares)


Landinha...

Canta moça...
Tua Landinha, alma que te guia
Faz nascer no teu desabrochar
Esse teu jeito de viver

Canta tua alma nobre
Transforma tua luz em pura doçura
Do teu modo de cobiçar
Canta do teu jeito de cantar!

Mas ama, alma Landa...
Se alguns dos teus sonhos foram incertos
De quem nunca pode te entender
Na certeza do teu jeito, foi certo

Ainda acalenta amados filhos teus
Alma branda de amabilidade...
Canta com teu gesto de ternura,
Pra sentir tua maneira, tua saudade!

Borbulha às soltas, navega...
Tange teu corpo inerte
Num repente de vida mórbida
Canta moça... alma que conduz...

Coração cuidadoso, por mais valente
Hoje repousa na nossa saudade
Nos traços das cores desenhadas
Delineadas com toda tua habilidade

Deixados...


Gestos de cuidados
Landinha, alma que agora canta,
Engrandece, tudo que se transforma,
Canta agora, no teu jeito de cantar!

(Autor: Wares)