
E, antes que eu morra,
Peço a Deus que eu possa voltar
Pra minha terra querida,
Pra minha Gwa yá tiba...
Ainda lá quero morar!
D’antes outros lugares
Dos quais já conheci, não vi senão...
Terra roxa de fartura e bondade.
Cabeceira do aqüífero do Guarani,
Que irriga sul abaixo em benignidade!
Antes que eu morra...
Pra minha terra quero voltar.
As sombras dos laranjais em que cresci...
No rego d’água cristalino que bebi
Lá é minha terra, de verdade!
Minha terra de “Bananeiras”
Antes, “Pouso Alegre” dos caminheiros.
Traços, deixados por muita gente aventureira,
Trilhas e caminhos, dos bravios gentílicos Caiapós
Rasgado no coração dos Goyáses!
Antes que eu morra, quero voltar...
Sentir o vento leste, da minha infância.
Abraçar o que deixei... Meu velho jequitibá!
Saborear da água fria, vinda do seio puro,
Que brota da terra desejada!
Que Deus possa assim me ouvir...
Que eu possa voltar...
Antes mesmo de fenecer!
Beijarei meu chão puro e sagrado,
Na terra, da minha gente tão humilde...
Lá, sou imperante... Sou grande,
Sou meu próprio rei!
(Autor: Wares)



