
O que me restou e eu posso ter
Se ainda sou dono do mais digno de ti,
Nas madrugadas de afeição e prazer
No ver dos teus olhos enlevados
Saídos dos teus sedentos lábios de amor
Os confidentes murmúrios mais desejados...
Em que se vão do por do sol ao novo amanhecer.
No encanto de dois corpos desnudo pra valer
Minutos marcados e horas que passam sem perceber!
Sou prado, campo despido sem fim...
Faço-me tão imenso por vezes sem igual
Pra te dar, o que tu queres de mim.
No enlouquecer do nosso puro prazer,
Confidentes sussurros seus, me fazem calar.
Nos minutos... horas que passam sem perceber!
Às vezes imagino que possas me esquecer...
O coração dispara e vejo tudo outras vez...
Dia em que finda até o outro amanhecer.
O que me restou e eu posso ter,
No ver dos teus olhos extasiados
Atração de dois corpos desnudos pra valer!
Sou prado encantado, despido...
Minutos e horas sem perceber!
Pra te dar por fim, o que queres de mim.
Estonteado... falando de amor...
Se ainda, do mais digno de ti, eu posso ter
Finda somente n’outro amanhecer.
Tu e eu,
Na minha canção de prazer !
(Autor:Wares Neggro)




