sábado, 26 de dezembro de 2009

Nove de setembro à onze de novembro...



Sempre...
Que setembro chaga,
Todos os anos.

Continuamente será,
Mês das flores, dos amores,
De se renovar...

Sempre...
Que setembro vier,
E um dia, num deles...

Eu não mais estiver,
Haverá flores, amores...
Uma só coisa a renovar...

Seu eu não mais vier...
Num dia de setembro,
Olhe, atenta para o céu...

Num ponto qualquer,
Escolha uma estrela...
Será tempo de RENOVAR!

* Saudades de ti, minha senhora!
Imagem:terradorafael.wordpress.com

sábado, 19 de dezembro de 2009

D'alma!



Por um instante...
Mandei adormecer,
Minha estrela ascendente.

Sirvam-se em taças,
Desse vinhedo fidalgo...
Deglute o último gole do aresto.

Deita-me sonolento em Namah Shiva!
No labirinto dos teus sonhos,
Sirvam Dionísio, Om Shiva...
Oh! “deus da alegria, do prazer”

Tu és abastada em argúcia
Qual tal, tua maneira afrodite de olhar.
Sóis bela... Bem aventurada.

Faça-me, teu “Monte de Sião”
Alimenta do altivo min’alma...
Abranda esse me jeito arredio
Cuida de mim... Com tua luz!

Amaina-me... Afrodite,
Ao sonoro da tua mantra!
"Io! Io! Dendrites!" ...

"Io! Io! Dendrites!" ...
"Io! Io! Dendrites!" ...
"Io! Io!"

Poema: Ralavus
Veja em:
http://recantodasletras.uol.com.br/poesias/1985679
Imagem:andradejorge.zip.netarch2008

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Tua partida



Jaz,
Abruptamente sem medir minha dor,
O predestinado audaz leva-te de mim.
Rudemente sem pressa, sem nenhum pudor!

Agourenta sombra escura fez abrir a terra,
Que até hoje, ainda revolvida assinala.
Tua imagem, que aos meus olhos encerra!

Aponta o volver da tua partida ao fenecer,
Meu olhar cheio de dores e lágrimas, como se...
O morrer explicasse, fosse o simples fato de não viver!

Jazigo-te em meu peito buscando a calma...
Dos meus mais silenciosos cantares
Se for descanso que tu trás pra alma...

E as dores que sinto saudades ao lembrar,
É descanso Oh! Morte... Miserável de mim!
Esse fadário que não posso mais suportar...

Sem ti, não poderei amar, além do teu olhar bonito.
Na campa final, podeis vir bruscamente me arrastar!
Leva-te de mim além dos tempos... Do teu infinito!

Porque já me tirastes, Oh! Morte...
A quem sempre amei em vida por vezes,
Vai para o sepulcro, levar a minha sorte.

Sobeja “Sombra Negra”, nefasta sem igual,
O que eu sempre mais quis, tu roubas de mim.
Faz em festa agora, regozija meu cortejo final!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Saudades...



Sei meus dotes...
As minhas trilhas,
Acompanho nossa canção!

Chamo-te não vens...
Choro, fecho tudo em mim...
Fecho meu coração!

Chamo-te outra vez...
Tens dó... Dó de mim amor,
Preciso do teu zelo!

Do teu olhar,
A carícia do teu modo
Teu modo de ser, de amar!

Não me abandona,
Não seja assim, fica amor,
Perto de mim!

sábado, 14 de novembro de 2009

Teu cheiro...


Teu cheiro,
Suava me vem...

Tu esta aqui amor?
Não te espantas... Fica mais!
Não é hora de ir, conta-me da tua paz...

Se choro... Ah! Não rias de mim,
Assim é pra quem ficou com saudades
Quero-te mesmo assim!

Não me negue teu afeto,
Mesmo de tão distante, sinto-te,
Aqui comigo, tão perto!

Sinto teu perfume,
Suave... por um instante, leve e sereno,
Amo-te! Mesmo assim!

Sei...
Outros dias, tu sempre virá.
Meu choro não te tormenta...
É a dor...

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Vaga-me...



Faz seis,
É quase noite,
Que falta você me faz!

Minha tormenta,
E não saber ao certo,
A dúvida de que, se você virá!

Minha alma,
Intriga-me, muito me faz,
Sentir dentro de mim, falta de ti!

Ah! Por quê?
Nem sei de mim,
Que falta você me traz!

Faz seis...
É quase noite!

***************************

Quando... Deus chama!
Pressentimos uma despedida,
Alguém que inerte, vai-se de nós!

Minha eterna “Lina Walquiria”!
Jamais aceitarei de ti esse triste “adeus”!
Somente durma em paz minha querida.

Meus beijos intermináveis!
Até que possamos refazer,
... Outra vez!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Parabéns!

Serei tão breve...
E nada impede,
Que o amor seja tão puro!

Serei tão imediato...
Mas, nada antepara qual ternura...
Quer em amor, seja tão insano!

Seremos tão breves...
Porém, nada no mundo evitaria,
Que sonhos mil, fossem realizados!

Dizia o poeta...
“Não conte hoje teus anos,
Conte a ti mesma, os teus amores!”

Parabéns!
Pelo apagar das velinhas,
E o acender de outras tantas, muitas...!

Deus tem sido grandioso...
Dentro de todos nós... Amamos-te,
Grandiosamente... E tu sabes o quanto!

sábado, 29 de agosto de 2009

Reencontro



Debrucei na janela,

Observei a paisagem mórbida

Dentro de mim!


Imaginei-te,

Uma menina tão nobre

Reli, cartas que pra ti escrevi!


Faltava-me coragem pra acreditar

Tinhas para sempre, ido de mim.

Imaginei que fosse pra não voltar.


Como o tempo é sonolento...

Na sua quietude, anos a fio se foram,

Nem sabia que tu lembravas de mim!


Enquanto muitos episódios,

Foram-me havidos, e perdidos.

Num repente, aparece tua fidalga imagem!


Contemplei no teu olhar,

Num abraço, um gesto d’amor

Recompus por sorte minha dor!


Teu nome... Uma composição,

Harmônica entre duas consoantes

E duas nítidas vogais... Se fez!


Lina...


(anônimo)

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Intimidade



Deixa-me sentir
Dentro de ti... No teu coração

Estar bem protegido
Até que Deus... Venha me chamar!

Ou quando nele...
Não mais me couber.

Se eu chorar, não te preocupas...
Nem te tenhas comigo.

Prometo...
Recobrir-me-ei em silêncio
Outra vez!

Poema: Wares Negro

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Saudades..

Ah! De ti quantas saudades

Se por tempos nem te vejo,

De mim... Tanta dor sinto agora!

Na minha inquietude, nesse ensejo!


Saudade tola, que não vai embora.

Nem te trás pra mim, saudades.

E quando mais sinto mais me devora

Emberne que me dói nesse causar!


Do teu olhar docemente...

Suave até, tenho dentro de mim.

Não foi assim que ajustamos nosso viver.

Maldita saudade, tem-me por fim!


Lembranças... Agora!


Devaneios... Sinto ao te procurar

Sempre retomo a mesma alameda

De onde, na minha memória sem fim.

Não passou... Ainda por lá, tu haverás!


Se foi o caprichoso tempo que deu

Faz-me voltar em saudades

Que por sorte tua ou azar todo meu...

Pelo tempo esvaecido... Desfeito,

Que ainda mora dentro de mim!


Teu gestuoso encanto de amar...

Esta saudade... Tola que me devora,

Que tenho vontade também, de ir embora.

Livrar-me-ei dela... E por uns tempos,

Ser dono de mim...


Saudades... Agora!


Dentro e por fora... Que me invade,

Fazendo-me como parvo, assim.

Derrogando-me em arroubos teus.

Lembranças de ti... Dentro de mim!



Poema: Guerra Sarapião

Foto/efeito plástico: Wolney Tavares

sexta-feira, 26 de junho de 2009


Solidão

Sinto a tua falta,
Do quanto ela me faz!
Das tuas mãos entre as minhas,
Ousadamente a deslizar!

Dos ofegosos beijos teus,
A invadir minh'alma adentro.
Dos teus olhares reluzentes,
Nas esperas a me encantar!

Sinto a tua falta,
As batidas inseguras no peito.
Seu sorriso transpondo beleza!
Vindas do teu coração.

Dos teus abraços sem igual,
Invadindo os desejos meus.
Um despertar de sentimentos,
Pulsando duas vidas diferentes.

Tão semelhantes ao ver,
Numa só pulsação!
Tua falta... Sinto e muito!
Nas batidas incertas do meu coração!

Sinto a tua falta...
Invadindo os meus desejos
Ofegosos beijos teus,
Numa só palpitação

Sinto a tua falta...
O quanto ela me faz!

(Guerra Sarapião)
Imagem: www.imotion.com.br

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Permissivo


Faz-se em revoadas,
A cada alvorecer.

Passarada...

É a vida, que às vezes,
Parece o prenunciar dos ornitópteros.
No seu aninhado viril...

Plaina, em vôos longínquos.
“Gargueja” pelas boas horas,
Em dias de clarão...

Passarada...

Procura teu despojar em cada entardecer!
D’outros pousos, outras “vidas” se farão,
Solenes alvoroços de aves e vidas.

Assim se fazem... “arcanos e passarinhos”,
Que às vezes são tão semelhantes...
Nos presságios de cada anoitecer.

Numa constante alusão, dentro de nós,
Lá se vão, novos amanheceres,
... Outra vez, dentro de nós!

Passarada...

Passarinhos...
Passarão!


(wolney tavares)

sábado, 20 de junho de 2009



Nós

Foi melhor não ter, tido você...
Em não tendo, já sou desvairado!

Se assim tivesse, por certo...
Já seria agora um descomedido!

Tudo poderia estar do nosso modo...
Bem simplificado!

Agora dentro de nós, há de ser...
Para sempre um feitio jovial!

Inocência sensata, entre o que foi...
Por certo, ainda haverá de ser!

Foi melhor...
Se já sou um exagerado... Tresloucado!

Por ti...
Dentro de mim!

terça-feira, 16 de junho de 2009



Desfolhei...

Mau-me-quer... Bem-me-quer...!

Quando desvendas por juras teu olhar.
E, eu descomedido, brincando de “meu bem querer”.
Margaridas meus amores, nelas fico a ti procurar!

Mau-me-quer... Bem-me-quer...!

Pacientemente pelas pétalas, no desfolhar,
Conquanto na volúpia, amam pra valer...
Mesmo sabendo que flores são insígnias
Não passam de breves afetos!

Mau-me-quer... Bem-me-quer...!

Suaves em cores, faceiras e lindas.
Que se desenvolvem em botão... Margaridas,
Que possuem seus perfumes peculiares.
Flores lindas, senhoras singulares e levantes.

Mau-me-quer... Bem-me-quer...!

Margaridas... Flores, que não sabem amar!
Mas para isso, só lhes faltam corações.
Na hora do bem fazer, não há porque negar
Assim são afetuosas, como minha amada!

Mau-me-quer... Bem-me-quer...
...Do meu bem querer!
(Wares Neggro)

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Amantes!

Delícia,
O teu corpo em folguedos,
Quando me chama pra festejar!
Dançamos tão livres sob a luz do luar.

Como sombras nas águas...
Em quanto brincamos no bailado,
Elas próprias, vão graciosas correndo,
Alegres em direção do mar!

Somos “almas vivas” d’outros tempos,
Emergidas de outras eras pretéritas.
Carinho puro de Deus,
De tantos outros passados.

Em nossos próprios olhares
Alforriados ao tempo.
Excitantes,
Semelhantes.

Andantes no vagueado...
Exultantes,
Folgazes,
Almas abrasivas...

...Amantes!

(Wares Negro)
Imagem:http://images04.olx.pt

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Conivência



Conivência

Quando perguntares...
Quem sou, por certo responderas:
- Um anjo fiel e bem amado!

Quando perguntares...
De onde venho, por certo dirás:
- D’outros tempos idos... passados!

Quando lhes afirmar...
Que sou desconhecido, por certo dirás:
- Foi-me constante companheiro!

Quando pedires...
Que me deixe, por certo dirás:
- Já é muito tarde, faz parte da minha vida!

Se insistir...
Que já não mais existo, afirmarás:
- Ele sempre foi eterno dentro de mim!

Mesmo assim... quando de longe,
Estarei a te esperar!

Poema de:Guerra Sarapião



SETEMBRO

Fez setembro...
Da minha amada, uma luz.
Setembros passados, amados.
Assim me conduz!

Outra vez... Fez-se!
Setembro de flores, amores.
Saudades de ti minha amada
Tu, longe de mim, minhas dores!

Ah! Quão te amo...
Dentro de mim, de ti serão.
Quantos setembros vierem
Estações de anos sempre se farão!

Saudades...
Assim me conduz!
Tu, longe de mim, minhas luz!
Estações de anos sempre se farão!

Quando setembro...
Imagens de ti, a mim vierem.
Todos os meses serão...
Setembros de saudades!

Saudades... Saudades,
De ti! Ah! Saudades...



Yooz Guarreth

quarta-feira, 20 de maio de 2009


De ti,
Preciso...

Sempre quando choro,
no teu ombro o afago buscar.

Sempre quando feliz,
contigo desejo festejar.

Ah! De mim,
quando a vida nos "levar"...!

sábado, 2 de maio de 2009


Desatino

Apressar-se e poder chegar...
Ser teu cobiçado beijo da noite,
Até fazer o dia alvorecer,
Pra romper tuas manhãs.
Ver o sol, com afeto te invadir.


Querer-te toda, no mais simples beijar.
Fazer teus segredos desvendar.
Ser teu remanso, tua busca de paz.
No teu andar... Ir seguindo...
Bem devagar, pra não te perder.


Desaguar como oceano... Dentro de ti.
Ser caudaloso ao dar em ternura,
Como raios de farol em desatino ao clarear.
Amar tanto... O quanto puder fazer em pedaços.
Que sejam feitos de encanto o teu alvorecer


Ser teus beijos até que o dia possa amanhecer...
Ser remanso de paz, coração carregado de paixão...
Que deságua em pedaços pra renascer!
Como raio de farol em desatino ao ver o sol,
Com tanto afeto te envolver.

Autor: Guerra Sarapião
Imagem: sonhosepoesiasempreblogspotc.blogspot.com

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Om Shiva!

Olha pra mim,
Dentro dos meus olhos,
Ouça a canção que fiz pra ti,
Ela sempre vem comigo,
Dentro do meu coração!

Desejo o teu contemplar...
Sem ele não tenho definição.
Fico como verso solto e perdido
... Vou sem me levar, Shiva...
Caminho tomado sem direção!

Em nós, Namah Shivaya...
Oh! Meu divino Ser interior.
“Japa”, em meus murmúrios.
Sou verso proferido e claro
Como a canção que fiz pra ti ofertar.

O “Om” do infinito,
Sementes que fecundam,
Dentro do nosso coração
Sobre as pétalas em cada alma
“Om Namah Shiva...”

Olha pra mim,
Em nós, Namah Shivaya
Ouça o canto que fiz pra ti enlevar,
Sem ti Shiva, fico sem definição.
Oh! meu divino “Ser” interior.

Dentro do meu coração...
Refugio-me no corpo em Shiva.
Almas redomas... existências e glórias.
"Namah" pétalas d’almas brandas.
Olha pra mim, ouça minha nova canção!

São teus olhos lindos...
Dentro de mim, minha nova oração!
Autor: Wolney Tavares
"Uma sagração a alma"

segunda-feira, 6 de abril de 2009



Os Amantes

Os amantes, em geral,
passam noites inteiras inquietos e ansiosos
- também eu.

Os amantes, em geral,
choram sobre as cartas,
dão telefonemas aflitos
- como eu.

Os amantes, em geral,
passam horas figurando o corpo amado,
curvas, gestos, preferências
- como eu.

Os amantes em geral,
são patetas, maus estetas,
fazem versos ruins e se chamam poetas
- como eu.

(Affonso Romano de Santana)

sábado, 21 de março de 2009

Por certo...


...Que antes vivas lembranças.
Teu olhar prateado de mistérios e segredos
Hoje me trazem fortes emoções...

Faz dos meus desejos, pequenos brinquedos.
Nas mais breves, das tuas escritas palavras.
Ter-te na mais lenta batida do meu coração.

Descubro-me cada vez que as leio...
De presente, o que o tempo me deu,
Tantas recordações que me trazem de ti.

Da ternura, que nunca morreu entre nós,
Por todos os tempos já decorridos nessa vida
Por certo, mil anos ainda haverão de ser!

Alma e destino num só fastígio
Que se faz em místico por dentro de nós
Releva-se agora, outras formas escondidas.

Sou pedra bruta... Metade achada outra perdida
Nas telas emolduradas, nas cores da sua gravura,
Não há quem sirva de mim... Se não encontrado!

Teu olhar prateado de mistérios e segredos
Nas mais breves, das tuas escritas palavras.
De presente, o que o tempo me deu!

Por todos os tempos já decorridos,
Que se faz em místico por dentro de nós
Nas telas, as cores da tua suave pintura.

De presente...
Que o tempo nos deu!

(Guerra Sarapião)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Ressentimentos...

O que sabes sobre mim ?
Por certo o tempo foi pouco.
Pois... teria me amado mais!

Do que adianta buscar o que não vem,
Se o inevitável aconteceu entre nós.
Você teve tanta pressa, não esperou!

Que pena...

Rimos agora do nosso próprio azar
Choramos, reclamamos a falta de sorte
Perplexos... às vezes nem entendemos!

Deixamos o passado, passar.
Rimos de nós... indivisíveis,
Despida é a vida... carnal

No resto...
Somos iguais...

(Guerra Sarapião)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009



HELLO AGAIN
Alô, outra vez
Alô outra vez, alô
Só liguei para dizer alô
Eu não consegui dormir nada esta noite
E eu sei que é tarde
Todavia, eu não consegui esperar
Alô minha amiga, alô
Só liguei para que você soubesse
Que eu penso em você todas as noite
Quando eu estou aqui sozinho
E você está aí em casa
Alô Talvez tenha sido loucura
E talvez eu seja o culpado
Mas eu coloquei as minhas
Emoções acima das minhas razões
Nós terminamos tudo
E você tem me amado do mesmo jeito
E quando você não está aí
Eu só preciso ouvir
É bom precisar tanto de você
É bom te amar como eu te amo
E me sentir desse jeito
Quando eu ouço você dizer alô
Alô, minha amiga, alô
Só liguei para que você soubesse
Que eu penso em você todas as notes
E eu sei que é tarde
Mas eu não consegui esperar
alô
(Musica : Neil Diamond)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009



Vida nossa

O homem em sua essência
Vem D’alma para a “vida”
Possui em suma, uma estrutura triúna.
Fecundidade divina, concebida por Deus!

Há sempre, de ser: espírito, alma e corpo.
Ruach - Espírito traduzido pelo “sopro”
Psyché - Alma que se faz por “vida”
Corpo, presente que transita "o escopo"!

Com as paixões e desejos,
Tornam-se nele, subjetivas as graças “Divinas”
Pois a vida, em tudo consiste no aprender
Para alcançar as "glórias do existir"

O “sopro da vida” almas e espíritos!

O ato consumado do amor,
Que é uma disposição da alma,
Na busca da plenitude do corpo,
No qual ela própria habita!

Triúna...

Corpo...
...alma "Psyché" e
...espírito "Ruach"!

No “sopro da vida”
Feitos para amar!

Autor: Guerra Sarapião

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009



Primeira vez

Se eu não te lembrasse, linda!
Poderia afirma que seria sonho meu.
No silêncio dos nossos olhares passados,
Do primeiro encontro... Nós, você e eu!

Solene, você já me esperava.
Nem sei de que falamos... Sorrimos!
Nem me importava do que fosse,
Pois queria mesmo era te ver...

Estampado no sorriso maroto
A virgindade do primeiro encontro...
Sorrimos... De quê? Não sei!
Nem pude acreditar como pôde?

Engraçado que todos assistiam,
Nosso primeiro encontro, foi assim!
Tu te lembras, nem parecia eu... Sei lá.
Poderia afirma que seriam sonhos meus.

Quase não me tive em pé...
Nervoso de dar dó, tremia de vergonha.
As mãos, desconexas transpiravam.
E a voz, nem sabia o que te dizer!

Sorrimos...
Nem sei de quê!

Autor: Guerra Sarapião
Imagem: www.fogodevela.blogspot.com

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009


Si può dare di più

"Nesta noite de sexta feira
porque não dormes, porque está aqui,
porque não partes para um week-end
que te leve dentro de ti.

O que te faz falta, o que não tens,
o que é que persegues se não o sabes.
Se a tua corrida acabasse aqui
talvez seria melhor assim.

Mas se agarras uma idéia que te abre um caminho
e a tens contigo, ou segues o seu rastro,
caminhando, verás quantos caem no chão,
e pra eles tu podes fazer algo mais.

Neste barco perdido no azul,
nós somos somente uns marinheiros,
todos submergidos, não somente tu,
nas tempestades dos nossos problemas.

Porque a guerra, a carestia,
não são cenas vistas na TV,
e não podes dizer "deixa que seja"
porque teria um pouco de culpa também tu.

Se pode dar algo mais, porque é dentro de nós,
se pode dar algo mais sem ser heróis.
Como fazer não sei, não o sabes nem tu,
mas de certo se pode....dar algo mais.

Porque o tempo vai sobre as nossas vidas
roubando os minutos de uma eternidade.
E se falo contigo e te peço algo mais,
é porque tu sou eu, não somente tu.

Se pode dar algo mais, porque é dentro de nós,
se pode dar algo mais sem ser heróis.
Como fazer não sei, não o sabes nem tu,
mas de certo se pode....dar algo mais.

Como fazer não sei, não o sabes nem tu,
mas de certo se pode....dar algo mais."

(Morandi, Ruggeri, Tozzi
G.Bigazzi - U.Tozzi - R. Riefoli)

domingo, 4 de janeiro de 2009




DESEJO

Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.

Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.

E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,

Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga “Isso é meu”,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.

Victor Hugo - França - *1802 +1885