sábado, 21 de março de 2009

Por certo...


...Que antes vivas lembranças.
Teu olhar prateado de mistérios e segredos
Hoje me trazem fortes emoções...

Faz dos meus desejos, pequenos brinquedos.
Nas mais breves, das tuas escritas palavras.
Ter-te na mais lenta batida do meu coração.

Descubro-me cada vez que as leio...
De presente, o que o tempo me deu,
Tantas recordações que me trazem de ti.

Da ternura, que nunca morreu entre nós,
Por todos os tempos já decorridos nessa vida
Por certo, mil anos ainda haverão de ser!

Alma e destino num só fastígio
Que se faz em místico por dentro de nós
Releva-se agora, outras formas escondidas.

Sou pedra bruta... Metade achada outra perdida
Nas telas emolduradas, nas cores da sua gravura,
Não há quem sirva de mim... Se não encontrado!

Teu olhar prateado de mistérios e segredos
Nas mais breves, das tuas escritas palavras.
De presente, o que o tempo me deu!

Por todos os tempos já decorridos,
Que se faz em místico por dentro de nós
Nas telas, as cores da tua suave pintura.

De presente...
Que o tempo nos deu!

(Guerra Sarapião)