Debrucei na janela,
Observei a paisagem mórbida
Dentro de mim!
Imaginei-te,
Uma menina tão nobre
Reli, cartas que pra ti escrevi!
Faltava-me coragem pra acreditar
Tinhas para sempre, ido de mim.
Imaginei que fosse pra não voltar.
Como o tempo é sonolento...
Na sua quietude, anos a fio se foram,
Nem sabia que tu lembravas de mim!
Enquanto muitos episódios,
Foram-me havidos, e perdidos.
Num repente, aparece tua fidalga imagem!
Contemplei no teu olhar,
Num abraço, um gesto d’amor
Recompus por sorte minha dor!
Teu nome... Uma composição,
Harmônica entre duas consoantes
E duas nítidas vogais... Se fez!
Lina...
(anônimo)



