sábado, 29 de agosto de 2009

Reencontro



Debrucei na janela,

Observei a paisagem mórbida

Dentro de mim!


Imaginei-te,

Uma menina tão nobre

Reli, cartas que pra ti escrevi!


Faltava-me coragem pra acreditar

Tinhas para sempre, ido de mim.

Imaginei que fosse pra não voltar.


Como o tempo é sonolento...

Na sua quietude, anos a fio se foram,

Nem sabia que tu lembravas de mim!


Enquanto muitos episódios,

Foram-me havidos, e perdidos.

Num repente, aparece tua fidalga imagem!


Contemplei no teu olhar,

Num abraço, um gesto d’amor

Recompus por sorte minha dor!


Teu nome... Uma composição,

Harmônica entre duas consoantes

E duas nítidas vogais... Se fez!


Lina...


(anônimo)